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Dificuldade em largar a tecnologia

Num estudo em 17 países, a China, o Brasil e a Argentina foram os locais onde mais pessoas admitiram ser difícil desligar os aparelhos.

As pessoas em agregados familiares de rendimento elevado são as que admitem ter mais dificuldade em desligarem-se da tecnologia, mesmo quando é necessário. Num estudo internacional, 39% admitiram ter este problema. É um valor nove pontos percentuais acima do registado entre os inquiridos com baixos rendimentos.

As conclusões surgem num estudo publicado este mês pela Gfk, onde milhares de pessoas em vários países avaliaram, numa escala de um a sete, a dificuldade em “desligarem-se da tecnologia, mesmo quando é necessário” (em causa estavam aparelhos como o telemóvel, a televisão e o computador). Quanto mais elevado o número escolhido naquela escala, maior era a dificuldade em largar os aparelhos electrónicos. As respostas foram recolhidas através de inquéritos online feitos no verão de 2016 a mais de 22 mil consumidores com mais de 15 anos, em 17 países (nenhum no continente africano). Portugal não fez parte da amostra.

Como esperado pelos responsáveis do estudo, os adolescentes (entre os 15 e os 19 anos) foram os que admitiram uma maior dependência face à tecnologia. Apesar de as pessoas com mais de 50 anos serem as que menos identificam o mesmo problema, 23% dos participantes entre os 50 e os 59 anos, e 15% com mais de 60 anos, também admitiram dificuldade em abandonar os aparelhos.

Embora o estudo não identifique o dispositivo mais utilizado por cada faixa etária (não identificando, por exemplo, se os mais velhos têm mais dificuldades em largar a televisão ou o telemóvel), a GfK pensa que o indicador prova “por via indireta”, que os comportamentos associados aos mais jovens, como os millennials, podem ser observados na maioria da população.

Cerca de um terço dos inquiridos (34%) escolheu números entre o seis e o sete, mostrando que concordam em que há dificuldade em deixar a tecnologia. A China, o Brasil e a Argentina são os países cujas pessoas disseram ser mais difícil desligar.

Notícia do Público de 05/07/2017.