Internet fixa mais rápidas do mundo
14 de Agosto de 2017.
Peixes alimentam-se de plástico
21 de Agosto de 2017.

5 Universidades no top 500

Nova edição, sem alterações no que à representação nacional diz respeito. Mas desta vez há um anexo à lista ordenada com mais 300 nomes, incluindo um português.

A nova edição do Ranking de Xangai, a mais antiga lista global de universidades, foi publicada nesta terça-feira. Continuam a ser cinco as universidades nacionais entre as 500 melhores do mundo e todas elas mantêm as respectivas posições face ao ano passado — a que se apresenta com melhor pontuação é a Universidade de Lisboa. A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, é, de novo, a número 1.

Depois de uma melhoria significativa dos resultados nacionais neste ranking no ano passado — com a subida da Universidade de Lisboa e as entradas pela primeira vez das universidades do Minho e de Aveiro —, este ano não se verificam mexidas.

A Universidade de Lisboa surge entre a posição 151 e 200. A lista de Xangai só discrimina os lugares das instituições até ao centésimo lugar. A partir daí, as universidades são colocadas em grandes intervalos. A Universidade do Porto está entre os lugares 301 e 400, ao passo que as universidades de Coimbra, Minho e Aveiro surgem, sem nenhuma ordenação, no último intervalo da lista (401-500).

A tabela editada na China, que foi publicada nesta madrugada, parte de seis indicadores, incluindo o número de antigos alunos e também de professores e investigadores que receberam prémios Nobel ou outras distinções importantes nos respectivos campos. Estes dois indicadores são bastante penalizadores para as universidades portuguesas. Só a Universidade de Lisboa consegue oito pontos relativos a prémios relevantes atribuídos a membros do seu corpo académico. E a explicação para este resultado é o prémio Nobel da Medicina atribuído em 1949 a António Egas Moniz, que era professor da Universidade de Lisboa.

Os melhores resultados das instituições portuguesas nos diferentes indicadores do Ranking de Xangai acontecem por via do número de artigos publicados que são indexados pelas bases de dados especializadas. Das listadas, o melhor resultado neste domínio é o da Universidade de Lisboa (com 48,8 pontos em 100 possíveis) e o pior da Universidade do Minho (30,1).

Uma das novidades introduzidas este ano pela lista editada pelo Center for World-Class Universities, um centro de investigação da Universidade Jiao Tong de Xangai, é a publicação de um anexo ao ranking mundial, no qual são listadas outras 300 instituições que não chegaram às 500 melhores. Neste anexo encontra-se uma outra representante portuguesa, a Universidade Nova de Lisboa, que surge classificada no intervalo 501-600.

Em termos globais, os primeiros lugares do Ranking de Xangai continuam a ser dominados por instituições dos EUA e Reino Unido. A liderança tem sido ocupada, desde a sua primeira edição, em 2003, pela Universidade de Harvard, nos EUA, e este ano não é excepção. A também norte-americana Universidade de Stanford mantém-se na segunda posição. A grande alteração nos principais postos do ranking asiático prende-se com a subida da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, da quarta para a terceira posição. Em sentido contrário, a Universidade da Califórnia, em Berkley, EUA, cai do pódio para o quinto posto.

Publicado pela primeira vez em 2003 pela Universidade Jiao Tong, este ranking é actualizado anualmente. Está longe de ser a única lista ordenada de instituições (há várias, de muitas organizações) e é também alvo de muitas críticas, como são, em geral, todas. Mas ainda assim ganhou prestígio e é acompanhada atentamente por quem se interessa por este tipo de avaliações.

Notícia do Público de 15/08/2017.